<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1084705989731198834</id><updated>2012-02-16T04:43:36.548-08:00</updated><title type='text'>Espaço Cultural FACA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poemasfaca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1084705989731198834/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemasfaca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nossas Atividades</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07172124464564593101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1084705989731198834.post-5395247855238600527</id><published>2009-04-05T14:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T14:51:55.881-07:00</updated><title type='text'>Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="SECTION00210000000000000000" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;h1&gt; &lt;/h1&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;por Marcelino de Queiroz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º capítulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caos nunca morreu. Bloco intacto e primordial, único monstro digno de adoração, inerte e espontâneo, mais ultravioleta do que qualquer mitologia (como as sombras à Babilônia), a original e indiferenciada unidade-do-ser ainda resplandece, imperturbável como as flâmulas negras frenética e perpetuamente embriagada dos Assassinos. &lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O caos é anterior a todos os princípios de ordem e entropia, não é nem um deus nem uma larva, seu desejos primais englobam e definem todas coreografia possível, todos éteres e flogísticos sem sentido algum: suas máscaras, como nuvens, são cristalizações da sua própria ausência de rosto. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tudo na natureza, inclusive a consciência, é perfeitamente real: não há absolutamente nada com o que se preocupar. As correntes da Lei não foram apenas quebradas, elas nunca existiram. Demônios nunca vigiaram as estrales, o Império nunca começou, Eros nunca deixou a barba crescer. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não. Ouça, foi isso que aconteceu: eles mentiram, venderam-lhe idéias de bem e mal, infundiram-lhe a desconfiança de seu próprio corpo e a vergonha pela sua condição de profeta do caos, inventaram palavras de nojo para seu amor molecular, hipnotizaram-no com a falta de atenção, entediaram-no com a civilização e todas as suas emoções mesquinhas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não há transformação, revolução, luta, caminho. Você já é o monarca de sua própria pele - sua liberdade inviolável espera ser completa apenas pelo amor de outros monarcas: uma política se sonho, urgente como o azul do céu. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para lograr abrir mão de todos os acentos e hesitações ilusória da história, é preciso evocar a economia de uma Idade da Pedra lendária - xamâs e não padres, bardos e não senhores, caçadores e não policiais, coletores paleoliticamente preguiçosos, gentis como sangue, que ficam nus para simbolizar algo ou se pintam como pássaros, equilibrados sobre a onda da presença explícita, o agora-sempre atemporal. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agentes do caos lançam olhares ardentes a qualquer coisa ou pessoa capaz de suportar ser testemunha de sua condição, sua febre por &lt;span class="EC_textit"&gt;lux et voluptas&lt;/span&gt;. Estou desperto apenas no que amo e até o limite do terror - todo o resto é apenas mobília coberta, anestesia diária, merda para cérebros, tédio sub-réptil de regimes totalitários, censura banal e dor desnecessária. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Avatares do caos agem com espiões, sabotadores, criminosos do amor louco, nem generosos, nem egoístas, acessíveis como crianças, semelhantes a bárbaros, perseguidos por obsessões, desempregados, sexualmente perturbados, anjos terríveis, espelhos para a contemplação, olhos que lembram flores, piratas de todos os signos e sentidos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aqui estamos, engatinhando pelas frestas entres as paredes da Igreja, do Estado, da Escola e da Empresa, todos os monolitos paranóicos. Arrancados da tribo pela nostalgia selvagem, escavamos em busca de mundos perdidos, bombas imaginárias. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A última &lt;span class="EC_textit"&gt;proeza&lt;/span&gt; possível é aquela que define a própria percepção, um invisível cordão de ouro que nos conecta: dança ilegal pelos corredores do tribunal. Seu eu fosse beijar você aqui, chamariam isso de um ato de terrorismo - então vamos levar nossos revólveres para a cama e acordar a cidade à meia-noite como bandidos bêbados celebrando a mensagem do sabor do caos com um tiroteio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído do livro de Hakin Bey&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1084705989731198834-5395247855238600527?l=poemasfaca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poemasfaca.blogspot.com/feeds/5395247855238600527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://poemasfaca.blogspot.com/2009/04/caos-os-panfletos-do-anarquismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1084705989731198834/posts/default/5395247855238600527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1084705989731198834/posts/default/5395247855238600527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poemasfaca.blogspot.com/2009/04/caos-os-panfletos-do-anarquismo.html' title='Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico'/><author><name>Nossas Atividades</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07172124464564593101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
